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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

A mulher portadora da doença de Chagas pode ter filhos?

 O que é doença de Chagas?

É uma doença que foi descoberta por Carlos Chagas, em 1909, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida ao homem por insetos triatomíneos, conhecidos como “barbeiros”.

 

Onde estão os barbeiros?
Normalmente, os barbeiros vivem nas áreas rurais onde se adaptam facilmente ao ambiente domiciliar.

 

Como se adquire a doença de Chagas?


A forma de transmissão mais conhecida é pelo inseto “barbeiro” (também chamado de procotó, potó, chupão) contaminado pelo parasito. O barbeiro pica, suga o sangue da pessoa e defeca ao mesmo tempo. Nas fezes do barbeiro estão as formas infectivas do parasito, conhecido como Trypanossoma cruzi. Pelo contato das mãos com as fezes do barbeiro ao coçar o local da picada ou levar a mão à boca ou aos olhos, o parasito penetra na corrente sanguínea da pessoa.
Outras formas de transmissão:

- a transmissão congênita: da mãe portadora da doença de Chagas para o filho durante a gravidez ou aleitamento materno;

- transfusão de sangue;

- recepção de órgãos transplantados de indivíduos infectados;

- contaminação em acidentes de laboratório;

- contaminação por ingestão de alimentos que contenham fezes de barbeiros infectados, como suco de frutas (goiaba, açaí, caldo de cana/garapa).

A doença de Chagas é transmitida pelo contato de pessoa para pessoa, através de aperto de mãos, beijo ou relação sexual?

A doença não é transmitida pelo aperto de mão, ou mesmo pela utilização de talheres do portador da doença de Chagas.  A doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa através do recebimento de sangue contaminado ou materno-infantil (na gestação ou por aleitamento materno). A transmissão sexual é possível em indivíduos na fase aguda da doença que mantenham relações sexuais nas quais ocorram eventual exposição ao sangue (coito anal, pouca lubrificação vaginal, etc.).

A mulher portadora da doença pode ter filhos?

Sim. Mulheres portadoras da doença de Chagas na fase crônica podem engravidar.

No entanto, a mulher deve ser acompanhada durante a gestação. Após o nascimento, a criança deve ser acompanhada em serviço especializado para tratamento específico, com alta probabilidade de cura.

O homem não transmite a doença para os filhos.

 

Para mais informações: chagas@fiocruz.br

No Brasil, a esquistossomose é conhecida popularmente como “xistose”, “barriga d’água” ou “doença dos caramujos”.

 

A esquistossomose mansoni é uma doença parasitária, causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni, cujas formas adultas habitam os vasos mesentéricos do hospedeiro definitivo (homem) e as formas intermediárias se desenvolvem em caramujos gastrópodes aquáticos do gênero Biomphalaria. Trata-se de uma doença, inicialmente assintomática, que pode evoluir para formas clínicas extremamente graves e levar o paciente a óbito. A magnitude de sua prevalência, associada à severidade das formas clínicas e a sua evolução, conferem a esquistossomose uma grande relevância enquanto problema de saúde pública.

No Brasil, a esquistossomose é conhecida popularmente como “xistose”, “barriga d’água” ou “doença dos caramujos”.

O período de incubação, ou seja, tempo que os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é de duas a seis semanas.

Fatores de risco

  • Existência do caramujo transmissor.
  • Contato com a água contaminada.
  • Fazer tarefas domésticas em águas contaminadas, como lavar roupas.
  • Morar em comunidades rurais, especialmente populações agrícolas e de pesca.
  • Morar em região onde há falta de saneamento básico.
  • Morar em regiões onde não há água potável.

Sintomas

A maioria dos portadores são assintomáticos. No entanto, na fase aguda, o paciente infectado por esquistossomose pode apresentar diversos sintomas, como:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • calafrios;
  • suores;
  • fraqueza;
  • falta de apetite;
  • dor muscular;
  • tosse;

IMPORTANTE: Em alguns casos, o fígado e o baço podem inflamar e aumentar de tamanho.

Na forma crônica da doença, a diarreia se torna mais constante, alternando-se com prisão de ventre, e pode aparecer sangue nas fezes. Além disso, o paciente pode apresentar outros sinais, como:

  • tonturas;
  • sensação de plenitude gástrica;
  • prurido (coceira) anal;
  • palpitações;
  • impotência;
  • emagrecimento;
  • endurecimento e aumento do fígado.

Nos casos mais graves, o estado geral do paciente piora bastante, com emagrecimento, fraqueza acentuada e aumento do volume do abdômen, conhecido popularmente como barriga d’água. 

Complicações

Se não tratada adequadamente, a esquistossomose pode evoluir e provocar algumas complicações, como, por exemplo:

  • aumento do fígado;
  • aumento do baço;
  • hemorragia digestiva;
  • hipertensão pulmonar e portal;

Diagnóstico

O diagnóstico da esquistossomose é feito por meio de exames laboratoriais de fezes. É possível detectar, por meio desses exames, os ovos do parasita causador da doença.

O médico também pode solicitar teste de anticorpos para verificar sinais de infecção e para formas graves ultrassonografia.

Quem são os hospedeiros da esquistossomose?

No ciclo da esquistossomose estão envolvidos dois hospedeiros:

  • Hospedeiro definitivo: o homem é o principal hospedeiro definitivo. Nele, o parasita desenvolve a forma adulta e reproduz-se sexuadamente. Os ovos são eliminados por meio das fezes no ambiente, ocasionando a contaminação das coleções hídricas naturais (córregos, riachos, lagoas) ou artificiais (valetas de irrigação, açudes e outros).
  • Hospedeiro intermediário: o ciclo biológico do  mansonidepende da presença do hospedeiro intermediário no ambiente. Os caramujos gastrópodes aquáticos, pertencentes à família Planorbidae e gênero Biomphalaria, são os organismos que possibilitam a reprodução assexuada do helminto. No Brasil, as espécies Biomphalaria glabrata, Biomphalaria straminea e Biomphalaria tenagophila estão envolvidas na disseminação da esquistossomose. Há registros da distribuição geográfica das principais espécies em 24 estados, localizados, principalmente, nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Transmissão

A transmissão da esquistossomose ocorre quando o indivíduo infectado elimina os ovos do verme por meio das fezes humanas. Em contato com a água, os ovos eclodem e liberam larvas que infectam os caramujos, hospedeiros intermediários que vivem nas águas doces. Após quatro semanas, as larvas abandonam o caramujo na forma de cercarias e ficam livres nas águas naturais. O ser humano adquire a doença pelo contato com essas águas.

Destaca-se que a transmissão da esquistossomose não ocorre por meio do contato direto com o doente. Também não ocorre “autoinfecção”.

Quais são as fases da esquistossomose?

Clinicamente, a esquistossomose pode ser classificada em fase inicial e fase tardia.

Fase inicial

Corresponde à penetração das cercarias por meio da pele. Nessa fase, as manifestações alérgicas predominam; são mais intensas nos indivíduos hipersensíveis e nas reinfecções. Além das alterações dermatológicas ocorrem também manifestações gerais devido ao comprometimento em outros tecidos e órgãos.

As formas agudas podem ser assintomáticas ou sintomáticas.

  • Assintomática:  em geral, o primeiro contato com os hospedeiros intermediários da esquistossomose ocorre na infância. Na maioria dos portadores da doença é assintomática, passa despercebida e pode ser confundida com outras doenças dessa fase. Geralmente é diagnosticada nas alterações encontradas nos exames laboratoriais de rotina (eosinofilia e ovos viáveis de  mansoninas fezes).
  • Sintomática: a dermatite cercariana corresponde à fase de penetração das larvas (cercarias) através da pele. Caracteriza-se por micropápulas eritematosas e pruriginosas, semelhantes a picadas de inseto e eczema de contato, com duração de até 5 dias após a infecção. Pode ocorrer a febre de Katayama após 3 a 7 semanas de exposição. É caracterizada por alterações gerais que compreendem: linfodenopatia, febre, cefaléia, anorexia, dor abdominal e, com menor frequência, o paciente pode referir diarréia, náuseas, vômitos e tosse seca. Ao exame físico, pode ser encontrado hepatoesplenomegalia. O achado laboratorial de eosinofilia elevada é bastante sugestivo, quando associado aos dados epidemiológicos.

Fase tardia

Formas crônicas:  iniciam-se a partir do sexto mês após a infecção, podendo durar vários anos. Podem surgir os sinais de progressão da doença para diversos órgãos, chegando a atingir graus extremos de severidade, como hipertensão pulmonar e portal, ascite, ruptura de varizes do esôfago. As manifestações clínicas variam a depender da localização e intensidade da carga parasitária, da capacidade de resposta do indivíduo ou do tratamento instituído. Apresenta-se nas seguintes formas clínicas:

  • Hepatointestinal:  em geral, nesta forma da doença as pessoas não apresentam sintomas e o diagnóstico torna-se acidental, quando o médico se depara com a presença de ovos viáveis de mansonino exame de fezes de rotina. Nas pessoas com queixas clínicas, a sintomatologia é variável e inespecífica: desânimo, indisposição para o trabalho, tonturas, cefaleia e sintomas distônicos. Os sintomas digestivos podem predominar: sensação de plenitude, flatulência, dor epigástrica e hiporexia. Observam-se surtos diarreicos e, por vezes, disenteriformes, intercalados com constipação intestinal crônica. Esse quadro clínico, exceto pela presença de sangue nas fezes, não difere do encontrado em pessoas sem esquistossomose, mas com a presença de outras parasitoses intestinais.
  • Hepática: a apresentação clínica dos pacientes pode ser assintomática ou com sintomas da forma hepatointestinal. Ao exame físico, o fígado é palpável e endurecido, à semelhança do que acontece na forma hepatoesplênica. Na ultrassonografia, verifica-se a presença de fibrose hepática, moderada ou intensa.
  • Hepatoesplênica:  Apresenta-se de nas formas: compensada e descompensada ou complicada.
  • Hepatoesplênica compensada: a característica fundamental desta forma é a presença de hipertensão portal, levando à esplenomegalia e ao aparecimento de varizes no esôfago. Os pacientes costumam apresentar sinais e sintomas gerais inespecíficos, como dores abdominais  atípicas, alterações das funções intestinais e sensação de peso ou desconforto no hipocôndrio esquerdo, devido ao crescimento do baço. Às vezes, o primeiro sinal de descompensação da doença é a hemorragia digestiva com a presença de hematêmese e/ou melena. Ao exame físico, o fígado encontra-se aumentado. O baço aumentado mostra-se endurecido e indolor à palpação. Esta forma predomina nos adolescentes e adultos jovens.
  • Hepatoesplênica descompensada: considerada uma das formas mais graves da esquistossomose mansoni, responsável por óbitos por essa causa específica. Caracteriza-se por diminuição acentuada do estado funcional do fígado. Essa descompensação relaciona-se à ação de vários fatores, tais como os surtos de hemorragia digestiva e consequente isquemia hepática e fatores associados (hepatite viral, alcoolismo).
  • Existem, ainda, outras formas clínicas: vasculopulmonar, a hipertensão pulmonar, verificadas em estágios avançados da doença e a glomerulopatia. Dentre as formas ectópicas, a mais grave é a neuroesquistossomose (mielorradiculopatiaesquistossomótica), caracterizada pela presença de ovos e de granulomas esquistossomóticos no sistema nervoso central. O diagnóstico é difícil, mas a suspeita clínica e epidemiológica conduz, com segurança, ao diagnóstico presuntivo. O diagnóstico e a terapêutica precoces previnem a evolução para quadros incapacitantes e óbitos. A prevalência dessa forma nas áreas endêmicas tem sido subestimada.
  • Outras localizações: são formas que aparecem com menos frequência. As mais importantes localizações encontram-se nos órgãos genitais femininos, testículos, na pele, na retina, tireóide e coração, podendo aparecer em qualquer órgão ou tecido do corpo humano, uma vez que a esquistossomose mansoni é considerada uma doença granulomatosa.
  • Forma pseudoneoplásica : a esquistossomose pode provocar tumores que parecem neoplasias e, ainda, apresentarem doença linfoproliferativa.

Doenças associadas que modificam o curso da esquistossomose:  salmonelose prolongada, abscesso hepático em imunossuprimidos  (AIDS), infecção pelo vírus t-linfotrópico humano- HTLV), pessoas em uso de imunossupressores e outras hepatopatias: virais, alcoólica entre outras.

Prevenção

A prevenção da esquistossomose consiste em evitar o contato com águas onde existam os caramujos hospedeiros intermediários infectados. O controle da esquistossomose é baseado no tratamento coletivo de comunidades de risco, acesso a água potável e saneamento básico, educação em saúde e controle de caramujos em lagos e rios.

Tratamento

O tratamento da esquistossomose, para os casos simples, é em dose única e supervisionado feito por meio do medicamento Praziquantel, receitado pelo médico e distribuído gratuitamente pelo Ministério da Saúde.  Os casos graves geralmente requerem internação hospitalar e até mesmo tratamento cirúrgico, conforme cada situação.

 

Programa de Controle da Esquistossomose – PCE (jul 2017)


fonte: 

http://www.saude.ba.gov.br/suvisa/vigilancia-epidemiologica/doencas-de-transmissao-vetorial/esquistossomose/

Sintomas de dengue? Especialista alerta para riscos da automedicação

 Campo Grande (MS) - Febre alta, dores musculares, dor nos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. Os sintomas são de dengue, porém dependendo do estágio, pode facilmente ser confundida com uma gripe forte. 

Mas o que fazer diante dos primeiros sinais? Primeiro é importante saber que não existe tratamento específico para a dengue, ou seja, os medicamentos são utilizados apenas para amenizar os sintomas. Segundo, é que aos primeiros sintomas, não haja ingestão de medicamentos, mas sim, repouso e ingestão de bastante líquido. E se houver a necessidade de tomar medicação para aliviar febre ou dores deverão ser utilizados medicamentos à base de paracetamol ou dipirona, de forma correta e sempre com orientação profissional. É importante buscar um serviço de saúde, pois existem remédios comuns e de fácil acesso que podem ser perigosos se forem utilizados em casos de dengue.

“Medicamentos derivados de Ácido Acetilsalicílico ou sigla AAS são totalmente contraindicados em todos os casos de Dengue ou suspeita de Dengue porque são anticoagulantes ou antigregantes plaquetários e assim, aumentam o risco de sangramentos e hemorragias, pois a coagulação do paciente já está prejudicada pela redução de plaquetas”, alerta Adam Adami, Farmacêutico Especialista em Auditoria e Gestão da Saúde, e gerente Técnico de Medicamentos da Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária.

Segundo ele, os Anti-inflamatórios não hormonais (ou não esteroidais) como o diclofenaco, indometacina, ibuprofeno, piroxicam, naproxen, sulfinpirazona, fenilbutazona, sulindac, diflunisal e o ibuprofeno, por exemplo, são todos contraindicados, pois também elevam o risco de sangramentos, tanto que alguns deles são suspensos antes de cirurgias médicas, e até para extração dentária. “De maneira geral, todos os antiinflamatórios podem aumentar a tendência hemorrágica na dengue e por isso são desaconselhados”, afirma o especialista.

Tipos de Dengue

De acordo com o Ministério da Saúde, existem três tipos de dengue: assintomática (sem sintomas), leve ou grave, que pode levar a morte. A febre alta de 39° a 40°C, está entre os primeiros sintomas da doença, seguida de dor de cabeça, dores pelo corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, coceira na pele, e em alguns casos, manhas vermelhas na pele.

O alerta para o tipo grave da doença é quando os sintomas vêm acompanhados de dores abdominais intensas, vômitos e sangramento das mucosas. Neste caso é de suma importância procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado da doença.

Em 2020, Mato Grosso do Sul já registrou mais de 9 mil casos notificados, sendo 2.040 confirmados e dez mortes causadas por dengue. Os dados são da Secretaria Estadual Saúde (SES).  

Campanha Educativa

Parceria entre Estado, Município, Governo Federal e instituições de saúde com o Conselho Regional de Farmácia (CRF) lançou uma campanha educativa para alertar a sociedade e promover a conscientização para os riscos de tomar medicamento por conta própria.

Os farmacêuticos podem contribuir de forma efetiva no enfrentamento da epidemia da Dengue, Zica e Chikungunya, por serem os primeiros profissionais que a população procura na hora de buscar medicação que pode ser vendida sem a necessidade de receita médica.

Por meio da campanha os mais de 3.500 profissionais farmacêuticos registrados no Conselho Regional de Farmácia do Estado, irão instruir a população para o uso racional dos medicamentos, e no caso das infecções por arboviroses, podem esclarecer dúvidas e orientar o paciente quanto ao medicamento mais seguro para ser utilizado em caso de sintomas como febre e dor, bem como a dose que deverá ser utilizada.

Desde 2016 está em vigor em Mato Grosso do Sul uma resolução que obriga farmácias e drogarias, públicas e privadas, a disponibilizarem uma lista contendo a relação de medicamentos contraindicados em casos de Dengue.

 

Mireli Obando, Subsecretaria de Comunicação

As 4 doenças que transmite o mosquito Aedes aegypti

 As 4 doenças que transmite o mosquito Aedes aegypti 

Diferença entre zika vírus, febre amarela, dengue e chikungunya 

O Aedes aegypti é um mosquito diminuto de apenas 7 milímetros, mas é capaz de transmitir numerosas doenças diferentes, entre elas se destacam estas quatro: a dengue, o zika vírus, a febre amarela e a chikungunya.  As quatro são doenças distintas, ainda que em algumas delas os sintomas possam ser semelhantes, pelo menos no princípio. A doença que se desenvolve depende do vírus que o mosquito carrega. Evidentemente, nem todos os mosquitos dessa espécie estão infectados. A gente te conta como é cada uma dessas doenças e quais são os seus sintomas. Sintomas das doenças que transmite o Aedes aegypti


 1. O zika vírus:  Após a picada do mosquito, a doença pode ou não se desenvolver.Os sintomas são febre, erupções avermelhadas em todo o corpo, conjuntivite (algo que não acontece nas outras doenças), mal estar geral, artrite nas mãos e pés. Também podem acontecer, em alguns casos, diarréia e dor nos olhos. Os sintomas desaparecem em 5 – 7 dias e não deixa de ser uma doença leve em adultos quando não se trata de uma gestante. Neste caso, os efeitos podem recair no feto. Estuda-se a relação entre o aumento de bebês com microcefalia nas áreas afetadas pelo zika vírus. O vírus, cuja origem é Uganda (África) cruzou o continente americano e já se converteu num pesadelo, sobretudo em países como o Brasil e Colômbia, onde o zika vírus já pode ser considerado uma epidemia. 


2. A dengue: Essa doença transmitida pelo mesmo mosquito manifesta alguns sintomas muito similares aos do zika vírus. No início aparecem febre e dores musculares. No entanto, no caso da dengue a febre é muito alta e as dores nas articulações muito fortes, quase insuportáveis em alguns casos. Entre seus sintomas se encontram náuseas e vômitos, dores muito fortes de cabeça e uma dor localizada atrás dos globos oculares. Atualmente se pesquisa uma vacina de uma doença que milhões de pessoas sofrem em todo o mundo e que, em muitos casos pode ser fatal, como a dengue hemorrágica. 


3. A chikungunya: As dores que aparecem na chikungunya são consideradas insuportáveis. De fato, o seu nome vem de uma palavra africana que significa ‘dobrar-se de dor’. Os primeiros sintomas chegam uns 3 ou 7 dias depois da picada. Além dessas terríveis dores nas articulações, também acontecem náuseas, febre alta e erupções cutâneas em forma de brotoejas de cor púrpura que coçam muito. A diferença das outras três doenças é que os gânglios linfáticos se inflamam e pode sangrar o nariz. O mal desse vírus é que seus efeitos duram meses, inclusive pode se converter em dores crônicas nas articulações. Este vírus também se encontra já em alguns países sul americanos. No momento não existe vacina para esta doença. 


4. Febre amarela: Esta doença afeta, sobretudo países da África, América Central e América do Sul. Os sintomas levam o paciente a sofrer febre, dores nas costas, calafrios, cefaléias, náuseas e perda de apetite. Se a doença se agravar pode aparecer icterícia e vômitos e sangramentos internos e das mucosas. Para esta doença já existe vacina. Orienta-se que as pessoas que quiserem viajar para áreas com grande ocorrência da febre amarela que toma a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem. 


Estefanía Esteban Redatora de GuiaInfantil.com Extraído de: http://br.guiainfantil.com/materias/saude/as-4-doencas-quetransmite-o-mosquito-aedes-aegypti/. Acesso em 04.04.16.

Fases do mosquito aedes aegypti








Biologia do aedes aegypti

O Aedes aegypti (Linnaeus,l 762) e também o Aedes albopictus (Skuse, 1894) pertencem ao RAMO Arthropoda (pés articulados), CLASSE Hexapoda (três pares de patas), ORDEM Diptera (um par de asas anterior funcional e um par posterior transformado em halteres), FAMlLIA Culicidae, GENERO Aedes.

O Aedes aegypti é uma espécie tropical e subtropical, encontrada em todo mundo, entre as latitudes 35°N e 35°S. Embora a espécie tenha sido identificada até a latitude 45°N, estes têm sido achados esporádicos apenas durante a estação quente, não sobrevivendo ao inverno.

A distribuição do Aedes aegypti também é limitada pela altitude. Embora não seja usualmente encontrado acima dos 1.000 metros, já foi referida sua presença a 2.200 metros acima do nível do mar, na índia e na Colômbia (OPS/OMS).

Por sua estreita associação com o homem, o Aedes aegypti é, essencialmente, mosquito urbano, encontrado em maior abundância em cidades, vilas e povoados. Entretanto, no Brasil, México e Colômbia, já foi localizado em zonas rurais, provavelmente transportado de áreas urbanas em vasos domésticos, onde se encontravam ovos e larvas (OPAS/OMS).

Os mosquitos se desenvolvem através de metamorfose completa, e o ciclo de vida do Aedes aegypti compreende quatro fases: ovo, larva (quatro estágios larvários), pupa e adulto.

Ovo
Os ovos do Aedes aegypti medem, aproximadamente, 1 mm de comprimento e contorno alongado e fusiforme {Forattini, 1962). São depositados pela fêmea, individualmente, nas paredes internas dos depósitos que servem como criadouros, próximos à superfície da água. No momento da postura os ovos são brancos, mas, rapidamente, adquirem a cor negra brilhante.



A fecundação se dá durante a postura e o desenvolvimento do embrião se completa em 48 horas, em condições favoráveis de umidade e temperatura.

Uma vez completado o desenvolvimento embrionário, os ovos são capazes de resistir a longos períodos de dessecação, que podem prolongar-se por mais de um ano. Foi já observada a eclosão de ovos com até 450 dias, quando colocados em contato com a água.

A capacidade de resistência dos ovos de Aedes aegypti à dessecação é um sério obstáculo para sua erradicação. Esta condição permite que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, em recipientes secos, tornando-se assim o principal meio de dispersão do inseto (dispersão passiva).

Larva
Como o Aedes aegypti é um inseto holometabólico, a fase larvária é o período de alimentação e crescimento. As larvas passam a maior parte do tempo alimentando-se principalmente de material orgânico acumulado nas paredes e fundo dos depósitos



As larvas possuem quatro estágios evolutivos. A duração da fase larvária depende da temperatura, disponibilidade de alimento e densidade das larvas no criadouro. Em condições ótimas, o período entre a eclosão e a pupação pode não exceder a cinco dias.

Contudo, em baixa temperatura e escassez de alimento, o 4° estágio larvário pode prolongar-se por várias semanas, antes de sua transformação em pupa.

A larva do Aedes aegypti é composta de cabeça, tórax e abdômen. O abdômen é dividido em oito segmentos. O segmento posterior e anal do abdômen tem quatro brônquias lobuladas para regulação osmótica e um sifão ou tubo de ar para a respiração na superfície da água. O sifão é curto, grosso e mais escuro que o corpo. Para respirar, a larva vem à superfície, onde fica em posição quase vertical. Movimenta-se em forma de serpente, fazendo um "5" em seu deslocamento. É sensível a movimentos bruscos na água e, sob feixe de luz, desloca-se com rapidez, buscando refúgio no fundo do recipiente {fotofobia).

Na pesquisa, é preciso que se destampe com cuidado o depósito e, ao incidir o jato de luz, percorrer, rapidamente, o nível de água junto à parede do depósito. Com a luz, as larvas se deslocam para o fundo. Tendo em vista a maior vulnerabilidade nesta fase, as ações do PEAa devem, preferencialmente, atuar na fase larvária.

Pupa
As pupas não se alimentam. É nesta fase que ocorre a metamorfose do estágio larval para o adulto. Quando inativas se mantêm na superfície da água, flutuando, o que facilita a emergência do inseto adulto. O estado pupal dura, geralmente, de dois a três dias.

A pupa é dividida em cefalotórax e abdômen. A cabeça e o tórax são unidos, constituindo a porção chamada cefalotórax, o que dá à pupa, vista de lado, a aparência de uma vírgula (Figura 3). A pupa tem um par de tubos respiratórios ou "trompetas", que atravessam a água e permitem a respiração.




Adulto
O adulto de Aedes aegypti representa a fase reprodutora do inseto. Como ocorre com grande parte dos insetos alados, o adulto representa importante fase de dispersão.

Entretanto, com o Aedes aegypti é provável que haia mais transporte passivo de ovos e larvas em recipientes do que dispersão ativa pelo inseto adulto (Figuras 4, 5 e 6).

O Aedes aegypti é escuro, com faixas brancas nas bases dos segmentos tarsais e um desenho em forma de lira no mesonoto. Nos espécimes mais velhos, o "desenho da lira" pode desaparecer, mas dois tufos de escamas branco-prateadas no clípeo, escamas claras nos tarsos e palpos permitem a identificação da espécie. O macho se distingue essencialmente da fêmea por possuir antenas plumosas e palpos mais longos.

Logo após emergir do estágio pupal, o inseto adulto procura pousar sobre as paredes do recipiente, assim permanecendo durante várias horas, o que permite o endurecimento do exoesqueleto, das asas e, no caso dos machos, a rotação da genitália em 180°.

Dentro de 24 horas após, emergirem, podem acasalar, o que vale para ambos os sexos. O acasalamento geralmente se dá durante o vôo, mas, ocasionalmente, pode se dar sobre uma superfície, vertical ou horizontal. Uma única inseminação é suficiente para fecundar todos os ovos que a fêmea venha a produzir durante sua vida.

As fêmeas se alimentam mais frequentemente de sangue, servindo como fonte de repasto a maior parte dos animais vertebrados, mas mostram marcada predileção pelo homem (antropofilia).

O repasto sanguíneo das fêmeas fornece proteínas para o desenvolvimento dos ovos. Ocorre quase sempre durante o dia, nas primeiras horas da manhã e ao anoitecer. O macho alimenta-se de carboidratos extraídos dos vegetais. As fêmeas também se alimentam da seiva das plantas.

Em geral, a fêmea faz uma postura após cada repasto sanguíneo. O intervalo entre a alimentação sanguínea e a postura é, em regra, de três dias, em condições de temperatura satisfatórias. Com frequência, a fêmea se alimenta mais de uma vez, entre duas sucessivas posturas, em especial quando perturbada antes de totalmente ingurgitada (cheia de sangue). Este fato resulta na variação de hospedeiros, com disseminação do vírus a vários deles.

A oviposição se dá mais frequentemente no fim da tarde. A fêmea grávida é atraída por recipientes escuros ou sombreados, com superfície áspera, nas quais deposita os ovos. Prefere água limpa e cristalina ao invés de água suja ou poluída por matéria orgânica.
A fêmea distribui cada postura em vários recipientes.

É pequena a capacidade de dispersão do Aedes aegypti pelo vôo, quando comparada com a de outras espécies. Não é raro que a fêmea passe toda sua vida nas proximidades do local de onde eclodiu, desde que haja hospedeiros. Poucas vezes a dispersão pelo vôo excede os 100 metros. Entretanto, já foi demonstrado que uma fêmea grávida pode voar até 3Km em busca de local adequado para a oviposição, quando não há recipientes apropriados nas proximidades.

A dispersão do Aedes aegypti a grandes distâncias se dá, geralmente, como resultado do transporte dos ovos e larvas em recipientes.

Quando não estão em acasalamento, procurando fontes de alimentação ou em dispersão, os mosquitos buscam locais escuros e quietos para repousar.

A domesticidade do Aedes aegypti é ressaltada pelo fato de que ambos os sexos são encontrados em proporções semelhantes dentro das casas (endofilia).

O Aedes aegypti quando em repouso é encontrado nas habitações, nos quartos de dormir, nos banheiros e na cozinha e, só ocasionalmente, no peridomicílio. As superfícies preferidas para o repouso são as paredes, mobília, peças de roupas penduradas e mosquiteiros.

Quando o Aedes aegypti está infectado pelo vírus do dengue ou da febre amarela, pode haver transmissão transovariana destes, de maneira que, em variável percentual, as fêmeas filhas de um espécime portador nascem já infectadas (OPAS/OMS).

Os adultos de Aedes aegypti podem permanecer vivos em laboratório durante meses, mas, na natureza, vivem em média de 30 a 35 dias. Com uma mortalidade diária de 10%, a metade dos mosquitos morre durante a primeira semana de vida e 95% durante o primeiro mês.


Fonte: FUNASA. Dengue. Instruções para Pessoal de Combate ao Vetor. Manual de Normas Ténicas. Brasilia, abril/2001

Assuntos relacionados ao concurso agente de endemias

 O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 (cinco) anos de idade. O comportamento endêmico do sarampo varia, de um local para outro, e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, além da circulação do vírus na área.


Lei que desencadeou a centralização do combate ás edemias 

PORTARIA Nº 1.399, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1999 

Regulamenta a NOB SUS 01/96 no que se refere às competências da União, estados, municípios e Distrito Federal, na área de epidemiologia e controle de doenças, define a sistemática de financiamento e dá outras providências

O Ministro de Estado de Saúde, no uso de suas atribuições, e tendo em vista as disposições da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, no que se referem à organização do Sistema Único de Saúde - SUS e às atribuições do Sistema relacionadas à Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças; e considerando a necessidade de regulamentar e dar cumprimento ao disposto na Norma Operacional Básica do SUS de 1996; considerando a aprovação, pelo Conselho Nacional de Saúde, em sua Reunião Ordinária de 09 e 10 de Junho de 1999, das responsabilidades e requisitos de epidemiologia e controle de doenças; considerando a aprovação dessa Portaria pela Comissão Intergestores Tripartite, no dia 25 de novembro de 1999.


A saúde como um direito na Constituição Federal 

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.


O que é a Vigilância Sanitária – É um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. A Vigilância Sanitária (VISA) é responsável por promover e proteger a saúde e prevenir a doença por meio de estratégias e ações de educação e fiscalização.



O que é a Anvisa?

Anvisa é a sigla para AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA, ela é responsável por exercer regulação e fiscalização de órgãos públicos e privados que trabalhem com produtos ou serviços relacionados ao consumo ou tratamento humano ou animal.

A Anvisa atua fiscalizando as condições de higiene, acondicionamento e operação em geral de restaurantes, padarias, fábricas de produtos alimentícios e medicamentos, supermercados e qualquer outro tipo de organização que atue com produtos e serviços que serão ingeridos, injetados, inalados ou absorvidos pela população em geral.




Doenças transmitidas por roedores

 Estima-se que os roedores são responsáveis pela transmissão de 40 doenças, e o rato é considerado o principal transmissor. Entre todas as enfermidades podemos citar: leptospirose, peste bubônica, tifo murinho, febre de mordida de rato, raiva, sarnas, triquinose, salmonelose, micoses, hantavirose, entre outras.

Leptospirose: trata-se de uma infecção aguda, uma doença bacteriana que afeta seres humanos e animais causada por uma bactéria do gênero Leptospsira. É altamente recomendável prevenir-se, pois a leptospirose pode ser assintomática. Porém, quando os sintomas são manifestados é comum a presença de febre alta, dor muscular (especialmente na panturrilha, cabeça e tórax), olhos vermelhos, tosse, cansaço, calafrios, náuseas, diarreia, desidratação, manchas vermelhas no corpo e meningite. 

Hantavirose: é uma doença potencialmente fatal transmitida aos seres humanos por roedores. Em alguns casos, a hantavirose não manifesta sintomas. Todavia, nas fases iniciais os principais sintomas são febre alta, dor muscular, náuseas, vômitos, diarreia e dor de cabeça.

Escabiose (sarna): é uma doença infecciosa, causada pelo parasita Sarcoptes scabie, esse parasita alimenta-se de queratina, a proteína que constitui a camada superficial da pele. Os sintomas manifestam-se na pele por meio de pequenas lesões eritematosas quem podem formar uma crosta por causa da coceira.

Peste bubônica:  trata-se de uma doença grave e muitas vezes fatal. É causada pela bactéria da peste, Yersínia pestis, que é transmitida por roedores. A maioria dos indivíduos que não procuram tratamento morrem nas 48 horas que sucedem o início dos sintomas. Os sintomas são febre alta, apatia, vertigens, tremores, intolerância à luz, cefaleia, aumento da frequência cardíaca, cansaço, tosse seca e depois com sangue e aumento dos linfonodos. A doença matou muitas pessoas durante a Idade Média, mas, até nos dias de hoje diversos casos da peste bubônica são registrados.

A prevenção é o caminho mais rápido, barato e fácil para eliminar riscos em relação à sua saúde. Não deixe a sua vida e a da sua família em perigo.

Hanseníase ou lepra

  A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, tendo sido identificada no ano de 1873 pelo cientista Armauer Hansen. É uma das doenças mais antigas, com registro de casos há mais de 4000 anos, na China, Egito e Índia. A doença tem cura, mas, se não tratada, pode deixar sequelas. Hoje, em todo o mundo, o tratamento é oferecido gratuitamente, visando que a doença deixe de ser um problema de saúde pública. Atualmente, os países com maior detecção de casos são os menos desenvolvidos ou com superpopulação. Em 2016, o Ministério da Saúde registrou no Brasil mais de 28.000 casos novos da doença.

A transmissão do M. leprae se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente da forma transmissora, chamada multibacilar, que não se encontra em tratamento, por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. Tocar a pele do paciente não transmite a hanseníase. Cerca de 90% da população têm defesa contra a doença. O período de incubação (tempo entre a aquisição a doença e da manifestação dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos. A maneira como ela se manifesta varia de acordo com a genética de cada pessoa.

A suspeição da hanseníase é feita pela equipe de saúde e pelo próprio paciente. O diagnóstico é feito pelo médico e envolve a avaliação clínica dermatoneurológica do paciente, por meio de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora etc. Se necessário, será feita a baciloscopia, que corresponde à coleta da serosidade cutânea, colhida em orelhas, cotovelos e da lesão de pele, e ainda pode ser realizada biópsia da lesão ou de uma área suspeita.

Simulado Agente de Endemias



1) A raiva é uma zoonose viral que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e de letalidade de aproximadamente 100%, considerando casos raros de cura. Sobre o vírus rábico, assinale a alternativa correta.

A) O vírus encontra-se na saliva do animal infectado e penetra no organismo principalmente por meio de mordedura e, mais raramente, por arranhadura e lambedura de mucosas. No ciclo urbano, as principais fontes de infecção são o cão e o gato.

B) O vírus encontra-se na saliva e na urina do animal e pode penetrar através da pele com ferimentos. No ciclo urbano, a principal fonte de infecção são os morcegos.

C) O vírus encontra-se na saliva, na urina e nas fezes do animal e penetra no organismo por meio de mordedura. No ciclo urbano, a principal fonte de infecção são as aves e os morcegos.

D) O vírus encontra-se na secreções do animal e pode penetrar no organismo por meio de contato indireto por fômites. O principal hospedeiro, no meio silvestre, são os macacos.

E) O vírus encontra-se na saliva do animal e penetra no organismo pela arranhadura. No ciclo urbano, a principal fonte de infecção são o cão e o morcego.



2) Complete as Lacunas assinalando a alternativa correta: São tipos de Tratamento para evitar o vetor transmissor da Dengue, Zika Virus e Chikungunya.

residual:Atua por contato com o inseto e consiste na aplicação de grandes partículas do inseticida que ofereça estabilidade químicaO objetivo é atingir o mosquito adulto que pousar na área tratada.

 .ESPACIAL: Consiste em colocar gotículas pulverizadas do inseticida na massa de ar

FOCAL: Refere-se às ações de eliminação de larvas em criadouros, usando larvicida. (NO FOCO)

 a) Espacial, Residual, Focal. 
b) Residual, Espacial, Focal. 
c) Espacial, Focal, Residual. 
d) Focal, Espacial, Residual.


TIPOS DE TRATAMENTO 

 RESIDUAL: Atua por contato com o inseto e consiste na aplicação de grandes partículas do inseticida que ofereça estabilidade química. O objetivo é atingir o mosquito adulto que pousar na área tratada 

ESPACIAL: Consiste em colocar gotículas pulverizadas do inseticida na massa de ar 

FOCAL: Refere-se às ações de eliminação de larvas em criadouros, usando larvicida



domingo, 21 de fevereiro de 2021

SIMULADO: ECA ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

 SIMULADO ESTATUTO  DO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 



LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.

Vigência  (Vide Lei nº 13.869, de 2019) (Vigência)


Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.

01. (VUNESP/2019) Em relação à concepção democrática da escola, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), Lei Federal nº 8.069/1990, aborda os direitos da participação da comunidade  em assuntos da gestão escolar. Segundo o seu artigo 53, parágrafo único, os pais/responsáveis usufruem o direito de ter “ciência do processo pedagógico, bem como 

(A) participar de todas as reuniões pedagógicas”. 

(B) participar da definição das propostas educacionais” 

(C) supervisionar os trabalhos desenvolvidos pelos docentes”. 

(D) decidir sobre os critérios de avaliação das diferentes disciplinas”. 

(E) participar dos Conselhos de Classe, decidindo o futuro educacional dos alunos”.


2.(VUNESP/2012) O Conselho Tutelar, criado no âmbito dos municípios, é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de

 (A) promover o desenvolvimento físico e emocional da criança e do adolescente. 

(B) julgar os casos de discriminação e maus tratos à criança e ao adolescente. 

(C) zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. 

(D) decidir sobre a guarda e adoção de crianças abandonadas. 

(E) dar prioridade de atendimento às crianças de zero a seis anos de idade. 


3.(VUNESP/2012) A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Em relação ao direito assegurado, conforme art. 53 da Lei n.º 8.069, leia as afirmações e assinale V (verdadeiro) e F (falso).

 ( ) Ser respeitado pelos seus educadores.

 ( ) Contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias superiores.

 ( ) Organizar e participar de entidades estudantis.

 ( ) Participar da definição e elaboração da proposta curricular do município. 

( ) Ter acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. A sequência correta é

 (A) F, V, V, F e F. 

(B) V, V, V, V e F.

 (C) F, V, F, V e F. 

(D) V, V, V, F e V.

 (E) V, F, F, F e V. 


 4.(VUNESP/2012) Segundo os artigos 15 e 16 do ECA, a criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais conforme previsto na Constituição e nas leis. Entende-se como direito à liberdade os seguintes aspectos:

 I. ter direito de opinar e de se expressar; 

II. brincar, praticar esportes e divertir-se;

 III. participar da vida política, na forma da lei; 

IV. buscar refúgio, auxílio e orientação. Está correto o contido em 

(A) I, apenas. 

(B) I e II, apenas. 

(C) II e III, apenas. 

(D) III e IV, apenas. 

(E) I, II, III e IV 


5.(VUNESP/2012) O Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe sobre a política de proteção integral à criança e ao adolescente, a saber,

 I. nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão;

 II. é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária;

 III. a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana;

 IV. a criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento após os vinte e um anos de idade. Segundo o ECA, está correto o contido em

 (A) I, II, III e IV.

 (B) II, III e IV, apenas.

(C) I, III e IV, apenas.

 (D) I, II e III, apenas. 

(E) I, II e IV, apenas.


 6.(VUNESP/2012) Segundo o art. 53 do ECA, é assegurado à criança e ao adolescente

 I. o acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência; 

II. o direito de organização e participação em entidades estudantis; 

III. a igualdade de condições para acesso e permanência na escola;

 IV. ter educador com excesso de faltas injustificadas. 

Está correto, apenas, o contido em 

(A) I e II. 

(B) I e III. 

(C) II e III. 

(D) II e IV. 

(E) I, II e III. 


7.(VUNESP/2012) Durante o intervalo, os alunos de uma determinada escola apresentam dificuldades de organização; alguns comem várias vezes, outros, não se alimentam e, quando decidem comer, já terminou o tempo do intervalo. Considerando se essa situação e o art. 3.º da Lei n.º 8.069, a intervenção do inspetor de alunos deverá ser:

 (A) solicitar junto ao diretor da escola um período maior de intervalo, já que o atual não atende as necessidades dos alunos.

 (B) convocar os pais dos alunos e tentar resolver com eles o problema. 

(C) organizar uma fila, garantindo assim condições para os que desejam se alimentar no tempo certo. (D) ignorar o problema, pois servir merenda não é função do inspetor de alunos. 

(E) retirar da escola os alunos que causam transtornos. 


8.(VUNESP/2012) Neste ano, uma candidata a membro do Conselho Tutelar de determinado município apresentou em seu currículo os comprovantes dos seguintes dados: 1 – nascida no ano de 1992. 2 – formada em pedagogia. 3 – residente no município vizinho, a apenas 15 quilômetros de distância. 4 – comprovada idoneidade moral. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, essa candidatura não pode ser formalizada em virtude 

(A) do item 2, apenas. 

(B) dos itens 1 e 3, apenas. 

(C) do item 1, apenas.

 (D) do item 3, apenas.

 (E) dos itens 2 e 4, apenas.


 9.(VUNESP/2012) Durante uma aula vaga, alguns alunos iniciaram uma brincadeira de pichação nos muros e paredes da escola. Verificando a confusão, o inspetor de alunos colocou os envolvidos na brincadeira de castigo, impedindo-os de voltarem a assistir às aulas. Segundo o art.18 do ECA, essa atitude do inspetor está 

 (A) incorreta, porque deixou de zelar pela dignidade desses alunos. 

(B) incorreta, porque os adolescentes deveriam ser encaminhados para a autoridade policial.

 (C) correta, porque o inspetor deverá tomar as medidas necessárias para manter a ordem. 

(D) incorreta, pois esses problemas disciplinares devem ser resolvidos pelo Supervisor de Ensino.

 (E) correta, pois só se sentindo constrangidos os adolescentes respeitarão o espaço público. 


10.(VUNESP/2012) Ao organizar a apresentação de final de ano da escola, alguns professores solicitaram ajuda do inspetor de alunos, durante as aulas livres, para os ensaios. Uma das alunas não participava de nenhum ensaio, pois, segundo ela, sua religião não permitia dançar. Essa aluna tem seu direito resguardado, de acordo com o art 16. do ECA, no que diz respeito à 

(A) preservação da imagem, da identidade e da autonomia. 

(B) liberdade à crença e ao culto religioso. 

(C) igualdade de oportunidades no desenvolvimento de sua educação.

 (D) ser respeitada em suas aptidões. 

(E) preservação dos vínculos familiares. 


11.(VUNESP/2012) Leia o texto para responder à questão O Conselho de Escola aprovou, com voto contrário dos alunos e desconsiderando as normas estabelecidas no ECA, a seguinte regra “Será impedida a entrada, na escola, dos alunos que não estiverem devidamente uniformizados.” De acordo com a decisão do Conselho de Escola, 

(A) o aluno poderá entrar na escola sem uniforme uma vez que a Lei lhe assegura esse direito. 

(B) o aluno deverá ser encaminhado à direção da escola para autorização em caráter excepcional. 

(C) o inspetor de alunos deve impedir a entrada de alunos sem uniforme.

 (D) o aluno só poderá entrar na escola sem uniforme se for em dia de prova.

 (E) o aluno só poderá entrar na escola sem uniforme com a presença dos pais. 


12.(VUNESP/2012) Ao observar que havia muitas crianças e adolescentes, em idade escolar, perambulando pelas ruas do bairro onde se localiza a escola em que trabalha, o inspetor de alunos, Jeferson, preocupado com a situação levou o problema para a equipe gestora, que resolveu analisar a possibilidade de abrir novas vagas para matrícula desses alunos. Com essa medida, Jeferson auxiliou os pais desses alunos a cumprirem o que estabelece o ECA, no art. 55, que trata da


 (A) obrigação de matricularem os filhos na rede regular de ensino. 

(B) participação da comunidade na vida escolar da criança e do adolescente. 

(C) preservação dos vínculos familiares. 

(D) necessidade de saúde, educação e alimentação das crianças e adolescentes. 

(E) responsabilidade de proteger seus filhos de possíveis aliciadores.


 13.(VUNESP/2012) Numa determinada escola, o diretor recebeu denúncias de que um inspetor de alunos da escola colocava apelidos nos alunos, ressaltando negativamente algum aspecto físico, modo de andar ou de falar, depreciando os alunos e colocando-os numa situação desagradável e vulnerável perante os seus colegas. O diretor alertou o inspetor reportando-se ao ECA (art. 17), afirmando que isso não poderia mais acontecer, pois com sua atitude, segundo o ECA, ele estava 


(A) violando o direito de respeito à imagem das crianças e dos adolescentes.

 (B) igualando-se aos adolescentes e eximindo-se de ser um profissional responsável por eles.

 (C) ridicularizando alguns alunos, para ganhar a simpatia de outros.

 (D) reforçando aspectos negativos e tentando corrigir atitudes inadequadas.

 (E) tentando aproximar-se dos alunos para ganhar a simpatia dos seus pais. 


14.(VUNESP/2010) Sancionado em 13 de julho de 1990, portanto há 20 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é a regulamentação do artigo 227 da Constituição, que estabelece como dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Assim, para os efeitos do ECA, considera-se criança a pessoa 

(A) até treze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre treze e vinte anos de idade. 

(B) que está matriculada na educação infantil e adolescente aquela que está no ensino fundamental ou médio. 

(C) que se encontra matriculada até ao quinto ano do ensino fundamental e adolescente, a partir do sexto ano. 

(D) incapaz de tomar suas próprias decisões, e adolescente aquela com idade superior a quinze anos. (E) até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 


15.(VUNESP/2012) Ao requerer do poder público a efetivação do direito à saúde e à profissionalização do seu filho de 19 anos, fundamentada no Estatuto da Criança e do Adolescente, a mãe foi informada de que, para efeito dessa lei, adolescente é a pessoa que tem

 (A) entre onze anos incompletos e dezessete anos e onze meses. 

(B) de doze a dezessete anos e onze meses de idade. 

(C) entre doze e dezoito anos de idade. 

(D) de onze anos completos a dezessete anos e onze meses.

 (E) entre quatorze e dezoito anos completos. 


16.(VUNESP/2012) A professora de educação infantil de escola pública colocou uma criança de quatro anos de castigo, com os braços abertos, na frente da classe. O pai fez Boletim de Ocorrência e a denunciou ao Ministério Público. Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, a atitude da professora pode ser enquadrada como 

(A) compatível com as normas previstas para a educação escolar, portanto, isenta de qualquer culpa. 

(B) medida punitiva prevista em lei e fundada em princípio educacional, que deve ser julgada à luz dos fatos que a provocaram. 

(C) medida educativa prevista para casos de indisciplina e de desobediência, especificamente quando ocorre com professores, em sala de aula.

 (D) infringência à lei, que prega o dever de todos velarem pela dignidade da criança, pondo-a a salvo de qualquer tratamento vexatório.

 (E) compatível com as várias medidas estabelecidas em lei, para garantir que a criança seja educada. 


17.(VUNESP/2012) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), institui no seu artigo 4.º, que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Para tanto, a garantia de prioridade compreende: 

I. primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;

 II. precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; 

III. preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas; 

IV. destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude; 

V. proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais que assegurem o desenvolvimento físico. 

Está correto o contido em 

(A) I, II e III, apenas. 

(B) I, III e IV, apenas. 

(C) I, II, III e IV, apenas. 

(D) II, III, IV e V, apenas. 

(E) I, II, III, IV e V.


18(VUNESP/2012) O artigo 53 do ECA, ao destacar “o direito de ser respeitado por seus educadores” revela o 

(A) dever do aluno em respeitar o educador. 

(B) direito do aluno à qualidade da escola. 

(C) direito do aluno à educação.

 (D) dever do aluno em aprender a respeitar. 

(E) direito do professor em ser respeitado. 


19.(VUNESP/2013) Consoante o art. 56 da Lei n.º 8.069, de 13 de Julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), cabe aos dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicar ao Conselho Tutelar um dos seguintes casos apresentados a seguir:

 (A) maus-tratos causados pelos alunos aos professores. 

(B) reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares. 

(C) ausência ou irregularidade de transporte escolar, prejudicando a frequência dos alunos às aulas.

 (D) elevados níveis de queixas dos professores pelo mal comportamento dos alunos.

 (E) consumo de entorpecentes pelos pais ou familiares dos seus alunos. 


20. (VUNESP/2013) Ao tratar do Direito à Convivência Familiar e Comunitária, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069, de 13.07.90) dispõe que 

(A) o poder familiar será exercido, preferencialmente, pela mãe, podendo ser compartilhado com o pai na forma do que dispuser a legislação civil, assegurado a qualquer um deles o direito de, em caso de discordância, recorrer à autoridade judiciária competente para a solução da divergência. 

(B) aos pais ou ascendentes diretos (avós, tios) incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse da sociedade, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais. 

(C) a falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder familiar.

 (D) existindo outro motivo que por si só autorize a decretação da perda ou a suspensão do poder familiar, a criança ou o adolescente será mantido em sua família de origem, a qual deverá obrigatoriamente ser incluída em programas de proteção à testemunha. 

(E) a perda e a suspensão do poder familiar serão decretadas pela autoridade policial, em procedimento contraditório, nos casos previstos no Código Penal.


21 (VUNESP/2019) Conforme a Lei nº 8.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente 

(ECA), a criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. De acordo com o artigo 17 da referida lei, o direito ao respeito consiste 

(A) na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. 

(B) na convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável, mediante autorização judicial. 

(C) na participação, da criança e do adolescente, da vida familiar e comunitária, sem discriminação, além dos direitos de brincar, praticar esportes e divertir-se conforme seus interesses e possibilidades sociais e econômicas. 

(D) na liberdade de ir, vir, divulgação da própria imagem e estar nos logradouros públicos, privados e espaços comunitários, livre de restrições, desde que acompanhado ou autorizado por um adulto maior de dezoito anos. 

(E) no direito de ser criado e educado no seio de sua família, tendo garantida a sua convivência em ambiente familiar, livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes, livre da violência doméstica e do uso de castigo físico. 


22. (VUNESP/2019) Uma professora que participava de um debate sobre inclusão defendeu que a inclusão de alunos com deficiência na escola regular não é uma decisão da escola, pois o ECA, Lei Federal n° 8.069, de 13.07.1990, determina que é dever da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar o direito à educação. Afirma, corretamente, que o artigo 53 do ECA assegura à criança e ao adolescente 

(A) liberdade para faltar à escola quando lhes for conveniente. 

(B) o direito de escolher participar ou não das atividades promovidas pela escola. 

(C)acesso à escola mais próxima de sua residência. 

(D) material escolar, uniforme e alimentação gratuitos nas escolas. 

(E) igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. 


23. (VUNESP/2019) Conforme a Lei Federal nº 8.069/1990 (ECA), Art. 18-A, “A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados L

 (A) com carinho, atenção e castigos leves quando necessário”. 

(B) conforme a visão de educação da família a que pertencem”. 

(C) com o uso de prêmios e de recompensas quando obedientes”.

 (D) sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante”. 

(E) sem sanções disciplinares quando cometerem atos considerados infracionais”. 


24. (VUNESP/2019) De acordo com o artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990), o direito à educação de crianças e adolescentes deve assegurar-lhes

 (A) que as punições advindas de ato de indisciplina escolar, por parte daqueles que são encarregados de sua educação sejam de caráter vexatório e não incluam castigos físicos. 

(B) direito a atividade laboral, sempre que seus genitores, carente de recursos financeiros para subsistência, acompanharem a atividade em tempo integral. 

(C) oferta de atendimento médico especializado, dentro do Conselho Tutelar de sua cidade, em particular para casos clínicos complexos e de assistência à drogadição. 

(D) vaga em estabelecimento público gratuito, em tempo integral, para todos alunos em idade escolar de educação básica. 

(E) acesso à escola pública e gratuita, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica. 


25. (VUNESP/2019) Anderson fez concurso para se tornar Professor de Ensino Infantil de um município paulista. Uma das questões da prova versava sobre o art. 70-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e perguntava: “quais ações, destinadas à difusão de formas não violentas de educação de crianças e de adolescentes, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem executar, atuando de forma articulada?”. Sabendo que Anderson acertou a questão, assinale a alternativa escolhida por ele, a qual representa a ação correta. 

(A) Dar apoio e incentivo às práticas de resolução pacífica de conflitos que envolvam violência contra a criança e o adolescente. 

(B) Transformar o espaço que seria pedagógico em local para atendimento aos familiares das crianças. 

(C) Oferecer cursos de formação técnica na área da psicologia a todos os atores envolvidos na educação de crianças e de adolescentes.  

(D) Levantar as necessidades e os interesses expressos pelas crianças, transformando-os em objetivos pedagógicos. 

(E) Proporcionar, ao corpo docente e ao corpo diretivo das escolas, cursos voltados à formação de mediadores de conflitos. 


26. (VUNESP/2019) Em relação às ações de educação e disciplina, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/1990) estabelece nos artigos 18, 18-A e 18-B que 

(A) qualquer ação conduzida pela escola que resulte em coerção psicológica da criança deverá contar com a expressa anuência dos pais ou responsáveis. 

(B) desde que não representem riscos à saúde ou à integridade física da criança, castigos físicos podem ser aplicados pelas famílias, mas nunca pelos agentes escolares. 

(C) o tratamento vexatório, vedado no cuidado com as crianças, é adequado à educação do adolescente, dado seu estágio de maior maturidade psicológica. 

(D) cabe ao Conselho Tutelar aplicar as medidas quanto ao tratamento cruel, mas apenas o Ministério Público pode intervir em casos de agressão física. 

(E) a ridicularização da criança é considerada tratamento cruel ou degradante, sendo, portanto, vedada como medida disciplinar. 


27. (VUNESP/2019) Preparando-se para o concurso de Inspetor de Alunos, promovido pelo Município de Olímpia, Andréa tomou conhecimento de que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei Federal nº 8.069, de 1990, constitui, para os brasileiros, o marco legal e regulatório dos direitos humanos de crianças e adolescentes. No quesito relativo à valorização das diferenças individuais, de gênero, étnicas e socioculturais e o combate à desigualdade, o ECA dispõe, no art. 58, que “No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes 

(A) um currículo diversificado, que abarque temas das diversas culturas que compõem a nação brasileira” 

(B) a liberdade de escolha e o acesso às tecnologias voltadas à disseminação da cultura”.

 (C) atividades extraclasse que possam atender aos interesses da maioria dos alunos”.

 (D) disciplinas optativas, que atendam às origens culturais de cada aluno”.

 (E) a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura”

 (VUNESP/2019) O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal n° 8.069/1990) é o principal instrumento legislativo acerca dos direitos da criança e do adolescente. De acordo com suas regulamentações, é acertado dizer que 

(A) punições e castigos físicos estão legalmente banidos do espaço escolar, devendo-se estabelecer preferência por formas de coerção psicológica para desencorajar comportamentos indesejáveis, reconduzindo o estudante para a convivência regular com seus pares.

 (B) a família tem autonomia quanto ao modelo de educação por ela praticado, com plena liberdade assegurada pelo estatuto sobre os mecanismos usados para a formação de atitudes e valores de seus filhos, convergente a princípios de diversas origens culturais, tradicionais ou religiosas.

 (C) a frequência ao sistema de ensino é obrigatória, implicando em prejuízo às famílias que não asseguram o comparecimento regular de seus filhos à escola, exceção dada àquelas que declaram junto à autoridade competente sua opção pela modalidade do ensino domiciliar. 

(D) é infração passível de multa o fato de o professor ou o responsável pelo estabelecimento de ensino fundamental deixar de comunicar à autoridade competente, diante da suspeita ou confirmação de maus- -tratos contra criança ou adolescente. 

(E) é de responsabilidade do Conselho Tutelar a decisão pelo acolhimento institucional de crianças que sofram maus-tratos por parte das famílias, dispensando-se assim a participação morosa do sistema judiciário na tomada de providências.


 29. (VUNESP/2019) A Constituição Federal/88, a Lei Federal nº 9.394/96 (LDBEN) e a Lei Federal nº 8.069/90 (ECA) estabelecem a democratização da gestão escolar no Brasil. Segundo a Constituição Federal/88, Art. 206, o ensino será ministrado com base em alguns princípios, entre eles, “gestão democrática 

(A) do ensino básico na forma da lei”. 

(B) do ensino público na forma da lei”. 

(C) do ensino privado na forma da lei”. (D) do ensino superior na forma da lei”. 

(E) do ensino público e privado na forma da lei”

.


30.(VUNESP/2012) De acordo com o ECA, considera-se 

(A) criança – pessoa até dez anos de idade incompletos; adolescente – pessoa entre dez e dezessete anos de idade. 

(B) criança – pessoa até doze anos de idade incompletos; adolescente – pessoa entre doze e dezoito anos de idade. 

(C) criança – pessoa até treze anos de idade incompletos; adolescente – pessoa a partir de treze anos até dezesseis anos completos.

 (D) criança – pessoa até quatorze anos de idade incompletos; adolescente – pessoa que tem entre quatorze e dezoito anos completos.

 (E) criança – pessoa até quatorze anos de idade completos; adolescente – pessoa entre quatorze e dezoito anos completos. 


  

31. (VUNESP/2019) Ao chegar na escola com vários vergões vermelhos e marcas de cinta nas costas, um aluno de 5 anos contou que por conta de um ato de indisciplina (ofender com palavrões seu avô) ele foi castigado por sua mãe. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990), ao tomar ciência de situações como essa 

(A) a escola não deve tomar medida, alguma, pois o castigo ocorrido fora da escola, se deu para educar o garoto. 

(B) os profissionais devem, obrigatoriamente, comunicar o fato ao Conselho Tutelar. 

(C) a única medida cabível à escola, é a de conversar com o aluno orientando sobre a inconveniência de seu ato. 

(D) a instituição escolar deve elaborar um projeto de trabalho sobre a importância de respeito aos “mais velhos”.

 (E) os profissionais precisam ignorar o fato, uma vez que ocorreu fora da escola, no seio da família. 




32) Assinale a alternativa correta.

A) Segundo o ECA, para a candidatura a membro do Con­ selho Tutelar, são exigidos do candidato reconhecida idoneidade moral, idade superior a dezoito anos, que resida no município.

B) O Conselho Tutelar é encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos infantojuvenis.

C) Cabe ao Conselho Tutelar, entre outras atribuições, aplicar penalidades administrativas nos casos de infrações contra norma de proteção à criança ou adolescente.

D) Atender e aconselhar os pais ou responsável, aplicando, entre outras medidas, a inclusão de crianças e adolescentes em programa de acolhimento familiar é atribuição do conselheiro tutelar.

GABARITO SIMULADO ECA 

1 - B 2 - C 3 - D 4 - E 5 - D 6 - E 7 - C 8 - B 9 - A 1 0 - B 1 1 - A 1 2 - A 1 3 - A 1 4 - E 15 - C 16 - D 

17 - C 18 - C 19 - B 20 - C 21 - A 22 - E 23 - D 24 - E 25 - A 26 - E 27 - E 2 8 - D 29 - B 30 - B 31 - B

32- B