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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Mal, mau - bem ou bom? ADVÉRBIO E ADJETIVO

 



 Mal ou mau

“Mal” é antônimo de “bem”. 

Já “mau” é antônimo de “bom”.

Essa simples regra é suficiente para ajudar na hora de escrever.

Mas, a seguir, vamos entender quando usar cada uma delas.

Quando se usa mal e mau?



“Mau” é sempre um adjetivo usado para descrever algo ou alguém de forma negativa.


“Mal”, por sua vez, pode ser um advérbio de modo, um substantivo ou uma conjunção.


Como advérbio, a palavra indica que algo não foi bem feito.

Na forma de substantivo, refere-se à doença, tristeza ou problemas.

E, como conjunção, sinaliza uma passagem de tempo, podendo substituir expressões como “assim que”, “logo que” e “quando”.

“Mal” é uma palavra mais comum no nosso vocabulário do dia a dia.

Vale ficar atento ainda sobre as flexões das duas palavras.

“Mal”, como substantivo e no plural, torna-se “males”.

“Mau”, como adjetivo no gênero feminino, vira “má” e, como plural, tem “maus” e “más”.

Exemplos de "mau" e "mal"

As explicações ainda parecem um pouco abstratas?

Então, veja os exemplos de aplicação a seguir:

Exemplo (adjetivo)

  • Joaquim é um mau perdedor
  • Ana acordou de mau humor hoje
  • Pedro foi demitido porque era um mau funcionário
  • Sempre soubemos que ele tinha um mau-caráter
  • A fama dela é de má (feminino de mau).

Exemplo (substantivo)

  • Eu não desejo mal a ele
  • Todo o mal deve ser evitado
  • Este é um mal que ninguém deve passar
  • Aquele rapaz é do mal
  • A violência é um dos males (plural de mal) do século.

Exemplo (advérbio)

  • Acho que vou para o hospital. Estou me sentindo mal
  • Você fez isso de mal jeito
  • Esse tipo de comida faz mal à saúde
  • Foi mal, eu não tive a intenção de machucá-la
  • Ele está fazendo isso por mal.

Exemplo (conjunção)

  • Mal anoiteceu e eles já foram curtir a balada
  • Mal ele foi embora, e ela saiu
  • Mal pisei na rua, a chuva caiu
  • Mal abri a boca, e ele começou a brigar comigo
  • Mal cheguei, e já tive que me apresentar.

  • fonte:https://ead.univali.br/blog/mal-ou-mau

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

O Quinhentismo ou a Literatura de Informação

O que é literatura? 

Literatura é a representação do pensamento em um dado período histórico. 




                             CHEGADA DOS PORTUGUESES 


A PRIMEIRA LITERATURA PRODUZIDA NO BRASIL 

O Quinhentismo representa a primeira manifestação literária no Brasil que também ficou conhecida como "literatura de informação".


O QUINHENTISMO: 

É um período literário que reúne relatos de viagem com características informativas e descritivas.



 São textos que descrevem as terras descobertas pelos portugueses no século XVI, desde a fauna, a flora e o povo. Vale lembrar que o Quinhentismo brasileiro ocorreu paralelo ao Classicismo português e o nome do período refere-se a data de início: 1500. 

  CHEGADA DOS PORTUGUESES 


Com a chegada dos portugueses em território brasileiro em 1500, as terras encontradas foram relatadas pelos escrivães que acompanhavam os navios.


 Assim, a literatura de informação foi produzida pelos viajantes no início do século XVI, no período do Descobrimento do Brasil e das Grandes navegações. Além disso, os jesuítas, responsáveis por catequizarem os índios, criaram uma nova categoria de textos que fizeram parte do Quinhentismo: a "literatura de catequese". 

Os principais cronistas desse período são:

Pero Vaz de Caminha, 

Pero Magalhães Gândavo, 

Padre Manuel da Nóbrega e Padre José de Anchieta. 


CARACTERÍSTICAS •

Textos descritivos e informativos •

Conquista material e espiritual 

•Linguagem simples •Utilização de adjetivos

 •Crônicas de informação ou crônicas de viagem; 

•Textos de caráter documental e religioso;

 •Uso de uma linguagem simples; 

•Descrição e exaltação à terra; 

•Uso exagerado de adjetivos e superlativos; 

•Literatura pedagógica: poesia didática e teatro pedagógico.


 MANIFESTAÇÕES LITERÁRIAS 

Literatura de Informação 

A Literatura de Informação é representada, em especial, pela Carta de Pero Vaz de Caminha. Nesse documento em forma de diário, ele relatava o acervo material, a paisagem e o povo. Escrita para o rei de Portugal Dom Manuel, Caminha apresenta um relato histórico sobre o encontro dos portugueses com os indígenas. 

Além dele, destacam-se na literatura informativa: 

•Pero Lopes de Souza e sua obra Diário de navegação (1530); 

•Pero de Magalhães Gândavo e sua obra Tratado da Província do Brasil e História da Província de Santa Cruz, a que vulgarmente chamamos de Brasil (1576); 

•Gabriel Soares de Souza e sua obra Tratado descritivo do Brasil (1587). 

                    Padre José de Anchieta 

Literatura de Catequese 

A principal característica da Literatura de Catequese e que a difere da literatura de informação é que essa foi escrita pelos jesuítas. Responsáveis pelo processo de catequização dos índios, essa produção é carregada pelos escritos catequéticos dos padres da Companhia de Jesus. Portanto, todas possuem forte expressão religiosa e pedagógica refletindo a Contrarreforma Católica. 

Sem dúvida, o Padre José de Anchieta foi o principal representante da literatura jesuítica.

Como teve grande aproximação com os índios, produziu uma gramática da língua que era falada por eles: Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil (1595). 

Escreveu também algumas peças de teatro e poemas do qual se destaca Poema à virgem. Além dele, merecem destaque: 

•Padre Manuel da Nóbrega e sua obra Diálogo sobre a conversão do gentio (1557); 

•Fernão Cardim com o Tratado das terras e das gentes do Brasil (1583). 

AUTORES 

Muitos viajantes e jesuítas contribuíram com seus relatos para informar aos que estavam do outro lado do Atlântico suas impressões acerca da nova terra encontrada. Por isso, muitos dos textos que compõem a literatura quinhentista, possuem forte pessoalidade, ou seja, as impressões de cada autor. 

A obra desse período que mais se destaca é a "Carta de Pero Vaz de Caminha" ao Rei de Portugal. Pero Vaz de Caminha (1450-1500) Escrivão-mor da esquadra liderada por Pedro Álvares Cabral (1468-1520), Pero Vaz de Caminha, escritor e vereador português, registrou suas primeiras impressões acerca das terras brasileiras. Fez isso por meio da "Carta de Achamento do Brasil" datada de 1.º de maio de 1500. 

A Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita para o Rei de Portugal, D. Manuel, é considerada o marco inicial da Literatura Brasileira, visto ser o primeiro documento escrito sobre a história do Brasil. Seu conteúdo aborda os primeiros contatos dos lusitanos com os indígenas brasileiros, bem como as informações e impressões sobre a descoberta das novas terras. 

José de Anchieta (1534-1597) José de Anchieta foi historiador, gramático, poeta, teatrólogo e um padre jesuíta espanhol. 

No Brasil, ele teve a função de catequizar os índios sendo um defensor desse povo contra os abusos dos colonizadores portugueses. Dessa maneira, ele aprendeu a língua tupi e desenvolveu a primeira gramática da língua indígena, chamada de "Língua Geral"

Suas principais obras são "Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil" (1595) e "Poema à virgem". 

A obra do Padre José de Anchieta só foi totalmente publicada no Brasil na segunda metade do século XX. 

Pero de Magalhães Gândavo (1540-1580) 

Pero de Magalhães foi gramático, professor, historiador e cronista português. Ficou conhecido pelos relatos que fez sobre a fauna, a flora e a dimensão das terras brasileiras em seu livro "História da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos de Brasil". Além dos animais distintos e das plantas exóticas, ele descreve sobre os povos indígenas e a descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Outra obra que merece destaque é 

"O Tratado da Terra do Brasil" (1576). Manuel da Nóbrega (1517-1570)

 Padre Manuel da Nóbrega foi um jesuíta português e chefe da primeira missão jesuítica à América: Armada de Tomé de Sousa (1549). Participou da primeira missa realizada no Brasil e da fundação das cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Seu trabalho no Brasil foi de catequizar os índios e suas obras que merecem destaque são: 

•"Informação da Terra do Brasil" (1549); 

•"Diálogo sobre a conversão do gentio" (1557); 

•"Tratado contra a Antropofagia" (1559). 


CARTA  A “Carta de Pero Vaz de Caminha” ou “Carta a el-Rei Dom Manoel sobre o achamento do Brasil” foi um documento escrito pelo escrivão português Pero Vaz de Caminha. Redigido em 1.º de maio de 1500, em Porto Seguro, Bahia, foi levado para Lisboa sob os cuidados de Gaspar de Lemos, considerado um dos maiores navegadores de seu tempo. Apesar de ter sido escrita no século XVI, a Carta foi descoberta muitos anos depois, no século XVIII por José de Seabra da Silva (1732-1813). 

Ele era estadista, ministro e guarda-mor da Torre do Tombo. Sua aparição oficial e acadêmica é obra do filósofo e historiador espanhol Juan Bautista Munoz (1745- 1799). 

No Brasil, sua primeira publicação foi em 1817, na obra “Corografia Brasilica”. Provavelmente, a primeira versão editada no Brasil foi do Padre Manuel Aires de Casal (1754-1821). 

Ele era geógrafo, historiador e sacerdote português que viveu boa parte de sua vida em território brasileiro. Importante notar que a Carta de Caminha é considerada o primeiro documento redigido no Brasil e, por esse motivo, é o marco literário do País. Ele faz parte da primeira manifestação literária pertencente ao movimento do Quinhentismo. 


COMPOSIÇÃO Iniciada como um processo epistolar de praxe, a Carta, após desenvolver os primeiros parágrafos, realizando toda a reverência ao monarca D. Manuel I (1469- 1521), irá continuar como um diário comum. Sobre sua composição, foi escrita em sete folhas, cada qual dividida em quatro páginas. Da conotação fonética das marcas ortográficas, vale citar que Caminha reproduz o estilo de época típico dos textos portugueses até o século XV. Sua periodização torna o manuscrito um produto organizado e bastante ordenado cronologicamente. O escrivão pontua seu texto de modo a provocar um efeito expressivo capaz de prender a atenção do leitor. Além de garantir que a leitura do manuscrito seja bastante simples.




 O CONTEÚDO DA CARTA 

  Sobre o seu conteúdo, foi uma carta redigida para o rei, de modo a comunicar-lhe o descobrimento das novas terras. O deslumbramento dos europeus em relação à descoberta do "Novo Mundo" é bem evidente nos registros feitos por Caminha. 

Na Carta ele descreve suas impressões sobre o território que viria a ser chamado de Brasil. 

Ele documenta a composição física à primeira vista do território. Além disso, narra o episódio do desembarque dos portugueses na praia, o primeiro encontro entre os índios e os colonizadores e a primeira missa realizada no Brasil. Curiosidade O termo “descobrimento” é muito combatido atualmente pelos estudiosos brasileiros. Isso porque deixa à margem os povos indígenas que habitavam o território no momento da chegada dos “descobridores”.


                Pero de Vaz Caminha e sua carta ao Rei D.Manuel 


Os Lusíadas de Luís de Camões

ilustrados por Carlos Alberto Santos

Canto IV estâncias 94-104

O Velho do Restelo- imprecação de um ancião, enquanto a frota larga do Restelo, contra os motivos que levam os homens a desafiar o Longínquo (e que talvez represente um dos pontos de vista contraditórios que se debatem no próprio Camões).

ouviróleo de Carlos Alberto Santos (col. particular)

94-
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Mas um velho, de aspecto venerando,
que ficava nas praias, entre a gente,
postos em nós os olhos, meneando
três vezes a cabeça, descontente,
a voz pesada um pouco alevantando,
que nós no mar ouvimos claramente,
Cum saber só de experiências feito,
tais palavras tirou do experto peito:
experto- experiente.
95-
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"Ó glória de mandar, ó vã cobiça
desta vaidade a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
c'ua aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
que crueldades nele experimentas!"
vão- vaidoso.
96-
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"Dura inquietação da alma e da vida
fonte de desamparos e adultérios,
sagaz consumidora conhecida
de fazendas, de reinos e de impérios!
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
sendo digna de infames vitupérios;
chamam-te Fama e Glória Soberana,
nomes com quem se o povo néscio engana!"
fazendas- bens;
vitupérios- insultos;
se- sujeito indefinido, equivalente ao françês "on" (com quem se o povo engana= com que se engana o povo);
néscio- ignorante.
97-
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"A que novos desastres determinas
de levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
d' ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?"

palmas- recompensas (na Grécia e na Roma Antiga, a palma era o prémio do vencedor).

100-
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"Não tens junto contigo o Ismaelita,
com quem sempre terás guerras sobejas?
Não segue ele do Arábio a lei maldita,
se tu pela de Cristo só pelejas?
Não tem cidades mil, terra infinita,
se terras e riqueza mais desejas?
Não é ele por armas esforçado,
se queres por vitórias ser louvado?"

o Ismaelita- os Mouros;
o Arábio- Maomé (natural da Arábia);
lei- religião;
(é) por armas esforçado- é bom combatente.
101-
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"Deixas criar às portas o inimigo,
por ires buscar outro de tão longe,
por quem se despovoe o Reino antigo,
se enfraqueça e se vá deitando a longe;
buscas o incerto e incógnito perigo
por que a Fama te exalte e te lisonje
chamando-te senhor, com larga cópia,
da Índia, Pérsia, Arábia e da Etiópia."

o Reino antigo- Portugal europeu;
se vá deitando a longe- se vá deitando a perder;
chamando-te senhor, com larga cópia- chamando-te repetidamente "senhor".
102-
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"Oh, maldito o primeiro que, no mundo,
nas ondas vela pôs em seco lenho!
Digno da eterna pena do Profundo,
se é justa a justa Lei que sigo e tenho!
Nunca juízo algum, alto e profundo,
nem cítara sonora ou vivo engenho
te dê por isso fama nem memória,
mas contigo se acabe o nome e glória!"
(maldito o primeiro que) nas ondas vela pôs em seco lenho- maldito o inventor do navio;
Profundo- Inferno;
(Nunca) cítara sonora ou vivo engenho (te dê, etc...)- que nunca sejas cantado pelos poetas.
103-
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"Trouxe o filho de Jápeto do Céu
o fogo que ajuntou ao peito humano,
fogo que o mundo em armas acendeu,
em mortes, em desonras (grande engano!).
Quanto melhor nos fora, Prometeu,
e quanto para o mundo menos dano,
que a tua estátua ilustre não tivera
fogo de altos desejos, que a movera!"

filho de Jápeto- Prometeu, que segundo a mitologia clássica, roubou o fogo sagrado do Olimpo e com ele animou uma estátua de barro (a estátua ilustre), dando, assim, origem ao Homem.

104-
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"Não cometera o moço miserando
o carro alto do painem o ar vazio
o grande arquitector co filhodando
um, nome ao mar, e o outro, fama ao rio.
Nenhum cometimento alto e nefando
por fogo, ferro, água, calma e frio,
deixa intentado a humana geração.
Mísera sorte! Estranha condição!"

Não cometera o moço miserando
o carro alto do pai- referência a Phaeton que roubou o carro do Sol;
nem o ar vazio o grande arquitector co filho- referência a Dédalo, construtor do labirinto de Creta, que, com o filho Ícaro, fugiu dele construindo asas com que voaram ao céu;
dando um, nome ao mar, e o outro, fama ao rio- Ícaro caíu no Mar Egeu (também chamado "Icário") e Phaeton caíu no rio Pó.

  ouça estas estâncias (mal lidas)- para estudantes estrangeiros

João Manuel Mimoso

índice de estãncias

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O classicismo iniciou-se em Portugal, em 1527. Entretanto, somente em 1572 ganhou notoriedade, com a publicação de “Os Lusíadas”, de Camões.





Questões sobre o Quinhentismo


1) (Univ. Est. de Londr.) – É lícito dizer que a literatura brasileira nasceu marcada:


2) (UFSM) Sobre a literatura produzida no primeiro século da vida colonial brasileira, é correto afirmar que:

  1. É formada principalmente de poemas narrativos e textos dramáticos que visavam à catequese.
  2. Inicia com Prosopopeia, de Bento Teixeira.
  3. É constituída por documentos que informam acerca da terra brasileira e pela literatura jesuítica.
  4. Os textos que a constituem apresentam evidente preocupação artística e pedagógica.
  5. Descreve com fidelidade e sem idealizações a terra e o homem, ao relatar as condições encontradas no Novo Mundo.


3. (Fed. Lavras) Todas as alternativas são corretas sobre o Padre José de Anchieta, exceto:

  1. Foi o mais importante jesuíta em atividade no Brasil do século XVI.
  2. Foi o grande orador sacro da língua portuguesa, com seus sermões barrocos.
  3. Estudou o tupi-guarani, escrevendo uma cartilha sobre a gramática da língua dos nativos.
  4. Escreveu tanto uma literatura de caráter informativo como de caráter pedagógico.
  5. Suas peças apresentam sempre o duelo entre anjos e diabos.

4) (UPE) Escrita por Pero Vaz de Caminha, a Carta do Achamento do Brasil

  1. descreve a terra descoberta, supostamente as Índias, cuja cultura dos habitantes era completamente conhecida por parte dos portugueses que atracaram nas praias.
  2. denuncia as mazelas da terra, a pobreza e a inviabilidade de colonizá‐la por ser um território inóspito, pobre e muito quente.
  3. atrai a curiosidade e a ambição dos habitantes do velho mundo, para que eles, movidos pelo desejo de conhecer a nova terra, enfrentassem os perigos da viagem e viessem a habitá‐la e colonizá‐la.
  4. é um texto literário, tendo em vista que a imaginação fértil de seu autor não lhe confere a menor credibilidade histórica.
  5. é o primeiro documento histórico produzido em terras brasileiras, construído por uma linguagem técnica, científica, cujo significado só pode ser captado por intelectuais.

5) (EsPCEx) Assinale a alternativa correta em relação ao Quinhentismo brasileiro.

  1. É um período bastante produtivo da literatura brasileira, com importantes poetas exaltando as qualidades da nova terra.
  2. É o primeiro movimento literário ocorrido no Brasil, tendo como destaque o poeta Basílio da Gama. É uma escola de exaltação do sentimento de brasilidade.
  3. É um período em que não se pode falar numa literatura brasileira, e sim em literatura ligada ao Brasil mas que reflete as ambições e intenções do homem europeu.
  4. É composta de crônicas de viagem e de uma vasta produção jesuítica, com objetivos de descrever o interior do Brasil e converter índios e negros à fé católica.
  5. É uma fase inicial da nossa literatura, mas essencial para a formação cultural brasileira pela qualidade dos poemas e romances nela produzidos.     

FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

 FRASE, ORAÇÃO e PERÍODO 


FRASE

 A frase pode ser definida por seu propósito comunicativo.

 Isso significa que Frase é todo enunciado capaz de transmitir, de traduzir sentidos completos 

em um contexto de comunicação, de interação verbal. 

Observe algumas características das frases: 

 O início e o final da frase são marcados, na escrita, por pontuação específica (. ! ? …);

  Na fala, o início e o final da frase são marcados por uma entoação característica. Não se esqueça de que a entoação é a forma como os falantes associam o contorno da expressividade, como é visto na frase interrogativa ou declarativa

 Podem ser elaboradas por uma única ou por várias palavras; 

 Podem apresentar um verbo ou não; 

 Na escrita, os limites da frase são indicados pela letra inicial maiúscula e pelo sinal de pontuação (. ! ? …).


 Observe alguns exemplos de frases:

 – Ai! 

– Socorro!

 – O quê? 

– Mas que coisa terrível! 

– Quanta bagunça... 

– Que tragédia! 

– Como assim? 

– Tenho muito a fazer. 

– Fogo! 


Tipos de Frases 

 Frases interrogativas: 

Entonação de pergunta. 

Geralmente, é finalizada com ponto de interrogação (?). 

Exemplo: Que dia você volta? 

 Frases exclamativas:

 Entonação expressiva, reação mais exaltada. 

Geralmente, finalizada com ponto de exclamação ou reticências

 (! …). 

Exemplo: Que horror! 


 Frases declarativas: 

Não são marcadas pela entonação expressiva ou intencional. 

Geralmente apresentam declarações afirmativas ou negativas e são finalizadas com o ponto final (.). 

Exemplo: Amanhã não poderei levantar. 


 Frases imperativas: 

Enunciado que traz um verbo no modo imperativo. 

Geralmente sugere uma ordem e é finalizado pelos pontos de exclamação e final (! .). 

Exemplo: Fale mais baixo! ______________________________________________________________________________ 

ORAÇÃO A oração é uma unidade sintática.

Trata-se de um enunciado linguístico cuja estrutura caracteriza-se, obrigatoriamente, pela presença de um verbo. 

Na verdade, a oração é caracterizada, sintaticamente, pela presença de um predicado, o qual é introduzido na língua portuguesa pela presença de um verbo. 

Geralmente, a oração apresenta um sujeito, termos essenciais, integrantes ou acessórios.

 Observe alguns exemplos de orações: 

– Corra! 

– Esses doces parecem muito gostosos.

 – Chove muito no inverno. 


PERÍODO 

O período é uma unidade sintática. 

Trata-se de um enunciado construído por uma ou mais orações e possui sentido completo.

 Na fala, o início e o final do período são marcados pela entonação e, na escrita, são marcados pela letra maiúscula inicial e a pontuação específica que delimita sua extensão.

 

Os períodos podem ser simples ou compostos. 

Vejamos cada um deles: 

 Período simples 

Os períodos simples são aqueles constituídos por uma oração, ou seja, um enunciado com apenas um verbo e sentido completo.

 Exemplo: Os dias de verão são muito longos! (verbo ser) 

 Período composto 

Os períodos compostos são aqueles constituídos por mais de uma oração, ou seja, dois ou mais verbos. 

Exemplo: Mariana me ligou para dizer que não virá mais tarde. 

(Período composto por três orações: verbos ligar, dizer e vir.) ______________________________________________________________

A literatura brasileira: O que é literatura?

O que é literatura? 

Literatura é a representação do pensamento em um dado período histórico. 

O estudo sobre as origens da literatura brasileira deve ser feito levando-se em conta duas vertentes: a histórica e a estética. O ponto de vista histórico orienta no sentido de que 

a literatura brasileira é uma expressão de cultura gerada no seio da literatura portuguesa.


 Como até bem pouco tempo eram muito pequenas as diferenças entre a literatura dos dois países, os historiadores acabaram enaltecendo o processo da formação literária brasileira, a partir de uma multiplicidade de coincidências formais e temáticas.

A outra vertente (aquela que salienta a estética como pressuposto para a análise literária brasileira) ressalta as divergências que desde o primeiro instante se acumularam no comportamento (como nativo e colonizado) do homem americano, influindo na composição da obra literária. Em outras palavras, considerando que a situação do colono tinha de resultar numa nova concepção da vida e das relações humanas, com uma visão própria da realidade, a corrente estética valoriza o esforço pelo desenvolvimento das formas literárias no Brasil, em busca de uma expressão própria, tanto quanto possível original

Em resumo: estabelecer a autonomia literária é descobrir os momentos em que as formas e artifícios literários se prestam a fixar a nova visão estética da nova realidade. Assim, a literatura, ao invés de períodos cronológicos, deverá ser dividida, desde o seu nascedouro, de acordo com os estilos correspondentes às suas diversas fases, do Quinhentismo ao Modernismo, até a fase da contemporaneidade.

Duas eras - A literatura brasileira tem sua história dividida em duas grandes eras, que acompanham a evolução política e econômica do país: a Era Colonial e a Era Nacional, separadas por um período de transição, que corresponde à emancipação política do Brasil. As eras apresentam subdivisões chamadas escolas literárias ou estilos de época.

A Era Colonial abrange o 

Quinhentismo (de 1500, ano do descobrimento, a 1601), 

o Seiscentismo ou Barroco (de 1601 a 1768), 

o Setecentismo (de 1768 a 1808) 

e o período de Transição (de 1808 a 1836). 


A Era Nacional, por sua vez, envolve 

o Romantismo (de 1836 a 1881), 

o Realismo (de 1881 a 1893), 

o Simbolismo (de 1893 a 1922) 

o Parnasianismo de 1870, prolongando-se até a Semana de Arte Moderna. Em alguns casos chegou a ultrapassar o ano de 1922 (não considerando, é claro, o neo-parnasianismo).

e o Modernismo (de 1922 a 1945). 

A partir daí, o que está em estudo é a contemporaneidade da literatura brasileira.


No romantismo brasileiro podemos reconhecer três gerações: Geração Nacionalista ou indianista; geração do "mal do século" e a "geração condoreira".

A primeira (nacionalista ou indianista) é marcada pela exaltação da natureza, volta ao passado histórico, medievalismo, criação do herói nacional na figura do índio, de onde surgiu a denominação "geração indianista". O sentimentalismo e a religiosidade são outras características presentes. Entre os principais autores, destacam-se Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Araújo Porto.


Resumo do enredo de Iracema 

Narra a história de um amor improvável entre uma índia e um colonizador português, no início do processo de colonização efetiva da costa brasileiro, no século XVII. Desse amor nasceria o primeiro mestiço, símbolo de uma nova raça que seria o povo brasileiro.

Iracema é uma índia da nação Tabajara. Ela é filha do pajé da tribo (Araquém) e está prometida como esposa ao chefe guerreiro (Irapuã). A moça também é detentora do segredo da Jurema. Ela produz uma bebida alucinógena que é dada aos guerreiros em rituais específicos. Este segredo está condicionado à sua virgindade. Ela não pode se entregar a nenhum homem antes de passar a outra virgem o segredo de fabricação dessa bebida.

Martim é um guerreiro português que vive entre a tribo Pitiguara e tem a missão de fiscalizar a costa cearense contra as invasões estrangeiras. Junto com seu fiel amigo, Poti, lidera os guerreiros pitiguaras nas batalhas contra invasores, principalmente holandeses. Os pitiguaras, que vivem na costa cearense, são inimigos naturais dos tabajaras, que vivem mais para o interior.


Um dia, Martim se perde na mata e acaba encontrando Iracema, que estava caçando. Como os brancos são inimigos de seu povo, ela atira uma flecha, ferindo o homem no ombro. Martim não reage à agressão por ser uma mulher. Ela então leva o português ferido para sua cabana onde, protegido pela lei da hospitalidade, ele é cuidado pelo pajé.

Nasce então uma forte atração entre eles. O guerreiro branco, no entanto, tem consciência da

Capa da obra Iracema de José de Alencar

Capa da obra de José de Alencar

impossibilidade de sua união com uma índia de uma tribo inimiga. Pede assim a bebida alucinógena à moça, para dormir e não ceder à tentação. Sob efeito da bebida ele tem um sonho onde chama a moça para se deitar com ele na rede. Ela obedece e os dois acabam tendo relações. Nas palavras de Alencar “Tupã já não tinha mais sua virgem nos campos dos tabajaras”

Ameaçados pelos guerreiros tabajaras liderados por Irapuã, que quer “beber o sangue do guerreiro branco”, Eles fogem para encontrar Poti e os guerreiros pitiguaras. Após uma violenta batalha entre as duas tribos, ela confessa a Martim que não é mais virgem e que se voltar para sua tribo será morta. Ela também não pode viver entre os pitiguaras, seus inimigos.

Martim decide então construir uma cabana na praia cearense onde passa a viver com Iracema. Pouco tempo depois, ela engravida e esse filho é mais uma amarra para Martim, que sonha com sua terra natal mas não tem coragem de abandonar a mulher e o filho, da mesma forma que não pode leva-los para a Europa.

Começa então o martírio de Iracema. Longe da família e dos amigos, ela passa muito tempo sozinha, enquanto Martim faz suas expedições fiscalizando toda a costa. Quando ele está com ela, uma nuvem de tristeza cobre seu rosto enquanto seus olhos buscam Portugal na linha do horizonte. Ela sente-se culpada pela tristeza do amado e conclui que a sua morte é a única forma de libertá-lo. Começa então a definhar de tristeza e solidão. Quando o filho nasce, ela o chama de Moacir, que significa “filho da dor”, e morre.

Martim a enterra na sombra de uma palmeira, pega o filho, primeiro representante de uma nova raça, e parte para Portugal. Alguns anos mais tarde ele volta liderando um grupo de colonos. No lugar onde ele vivera o seu amor com a moça, ele funda a primeira cidade do Ceará.

 

O foco narrativo

A história é narrada em terceira pessoa, ou seja, possui um narrador externo onisciente. A narrativa não é linear. O primeiro capítulo mostra a conclusão da história, com o Martim partindo da costa cearense levando consigo o filho que tivera. A história de amor da índia com o português será contada, em progressão cronológica, a partir do segundo capítulo. Para uma melhor compreensão, vale reler o primeiro capítulo após terminar a leitura do livro.

A técnica narrativa mais importante dessa obra é o uso intenso do que a crítica chama de prosa poética. Embora a narrativa esteja estruturada em forma de prosa, ela possui ritmo, musicalidade e linguagem próprias da poesia. Dessa forma, o livro une a beleza estética e sonora da poesia com os elementos típicos da narrativa, como enredo e personagens.

Sobre o livro

Em Iracema, José de Alencar criou uma explicação poética para as origens de sua terra natal, daí o subtítulo da obra - Lenda do Ceará. A virgem dos lábios de mel tornou-se símbolo do Ceará, e seu filho, Moacir, nascido de seus amores com o colonizador português Martim, representa o primeiro cearense, fruto da união das duas raças. A obra mescla elementos históricos e fictícios. O guerreiro português Martim Soares Moreno é figura histórica e seu nome está ligado à colonização daquela região. Seu amigo índio Poti também existiu realmente; depois de batizado, recebeu o nome de Felipe Camarão. Já a heroína da história, a índia tabajara Iracema, é fruto da imaginação do autor. O nome Iracema, porém, não parece tão gratuito. Foi criado por Alencar e é um anagrama de América (mudando-se um pouco a ordem das letras, temos o nome do novo continente). Por isso, Iracema pode ser vista como uma representação simbólica da América virgem e inexplorada, conquistada pelo colonizador branco (Martim) e de quem tem um filho. Misturando, portanto, elementos históricos e ficcionais, Alencar criou a história de amor entre Iracema, a virgem tabajara consagrada a Tupã, e Martim, um guerreiro branco inimigo dos tabajaras. Martim é duplamente proibido para Iracema: primeiro, porque ela é consagrada a Tupã e deve permanecer virgem; segundo, porque ele é um inimigo de sua gente. Mas a força do amor é irresistível e Iracema se apaixona pelo inimigo e, por ele, abandona sua tribo e o acompanha. Algum tempo depois, Iracema percebe que Martim não é mais o mesmo, parece distante, melancólico. Ela sente que ele tem saudades de sua terra, talvez até de alguma outra mulher branca. Iracema começa a sofrer. Grávida, tem um filho, Moacir (que em português significa "nascido do meu sofrimento"), enquanto Martim está ausente, lutando em outras regiões. Quando ele regressa, Iracema está muito doente e fraca. Martim cerca-a de carinhos, mas em vão, Iracema não se recupera e morre. Martim, desconsolado, parte com o filho pequeno.

fonte: https://www.moderna.com.br/literatura/livro/iracema

domingo, 29 de agosto de 2021

Poema o AÇÚCAR e o modernismo na 3ª geração


 

 O açúcar - Ferreira Gullar Ficha técnica: 

Texto: Ferreira Gullar 
Interpretação: Osmar Lucena Filho



O açúcar

O branco açúcar que adoçará meu café

nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

Vejo-o puro

e afável ao paladar
como beijo de moça,
água na pele,
flor que se dissolve na boca.
Mas este açúcar
não foi feito por mim.

Este açúcar veio

da mercearia da esquina
e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana

e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há

hospital nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viria a ser o açúcar.

Em usinas escuras, homens de vida amarga e dura

produziram este açúcar branco e puro
com que adoço meu café esta manha em Ipanema.

                       Ferreira Gullar

ATIVIDADES

1) Assinale os sinônimos do verbo dissolver no verso: “flor que se dissolve na boca”:

(   ) se desmancha
(   ) se esparrama
(   ) se acaba
(   ) se dilui

2) Marque a alternativa em que a palavra amarga possui o mesmo significado do texto:

(  ) Aquela sobremesa estava amarga.
(  ) Vivia de mau humor; era uma pessoa muito amarga.
(  ) Passamos por uma fase muito amarga, mas agora estamos bem.

3) Marque a alternativa em que a palavra dura possui o mesmo significado do texto:

) Realizamos uma dura tarefa.
(  ) O móvel era feito de madeira muito dura.
(  ) O seu jeito duro afasta as pessoas.

4) Reescreva a frase “homens de vida amarga e dura produziram este açúcar”, substituindo as palavras destacadas por um sinônimo.
      “Homens de vida sofrida e penosa produziram este açúcar.”

5) A que tipo de açúcar o eu-lírico está se referindo?
      (   ) ao açúcar mascavo     
      (   ) ao açúcar refinado   
      (   ) a qualquer tipo de açúcar

6) A que elementos o açúcar é comparado?



7) Descreva o retrospecto que é feito sobre o açúcar.



8) Na última estrofe, o que se opõe à doçura do açúcar?



 
9) Por que os homens que trabalham nas usinas fabricando o açúcar têm a vida amarga?



10) Escreva com as suas palavras a mensagem que o poeta deseja transmitir.




Também chamada de “Geração de 45”, a última fase do modernismo começa em 1945 e se estende até 1980, embora alguns estudiosos prefiram apontar o fim do modernismo na década de 1960 e outros, ainda, afirmam que o modernismo está presente até os dias atuais.

 Diferente da primeira geração modernista, os escritores desse período possuíam uma atitude mais formal, em oposição ao espírito radical, contestador e de liberdade desenvolvido a partir da Semana de Arte Moderna de 1922


Modernismo na 3ª geração


CONTEXTO HISTÓRICO 

Fim do Estado Novo (1937-1945) no país, implementado pela ditadura de Getúlio Vargas. Em nível mundial, o ano de 1945 é também o fim da Segunda Guerra Mundial e do sistema totalitário do Nazismo, entretanto, começa a Guerra Fria (Estados Unidos e União Soviética) e a Corrida Armamentista.

Academicismo; 
Passadismo e retorno ao passado; 
Oposição à liberdade formal; 
Experimentações artísticas (ficção experimental); 
Realismo fantástico (contos fantásticos); 
Retorno à forma poética (valorização da métrica e  da rima); 
Influência do Parnasianismo e Simbolismo; 
Inovações linguísticas e metalinguagem; 
Regionalismo universal; 
Temática social e humana; 
Linguagem mais objetiva.


Prosa Urbana 

 A principal caraterística da prosa urbana é sua ambientação nos espaços da cidade, em detrimento do campo e do espaço agrário, da qual se destaca Lygia Fagundes Telles. Prosa Regionalista 

 A prosa regionalista absorve, por outro lado, aspectos do campo, da vida agrária, da fala coloquial e regionalista, por exemplo, na obra de Guimarães Rosa. Prosa Intimista 

 Por sua vez, a prosa intimista é determinada pela exploração de temas humanos e, portanto, é mais íntima, psicológica e subjetiva, observada nas obras de Clarice Lispector e de Lygia Fagundes Telles. João Guimarães Rosa (1908-1967)

 Renovação da literatura regionalista. 

 Situações aparentemente regionais que são universais. 

Personagens simbólicos do ambiente rural. 

Transgressões linguísticas:

 Termos do português arcaico e outras línguas. 

Onomatopeias, palavras aglutinadas, ditados e provérbios. 

Corruptelas – Formas adulteradas de nomes familiares. 

 Grande Sertão: veredas 

Fluxo de consciência.
 Riobaldo (personagem principal) quer saber se o diabo existe, pois ele fez uma espécie de pacto no passado. 

Impasse amoroso. 
Intensidade dramática.
Verdadeira epopeia moderna. 
Autora intimista – Vivência interior. 
 As sensações do “eu” são mais importantes que a história.
 Fatos geralmente banais – Servem de detonador para as situações vivenciadas pelas personagens.

 Mulher como protagonista. 
 Monólogo. 
Discurso indireto livre.
 
Originalidade: Temas urbanos. 
Metáforas e imagens estranhas e inesperadas. 

Temas: Solidão. 
Desencontro amoroso. 
Dificuldade de comunicação entre as pessoas. 
Inquietações existenciais:
Desintegração ou redenção dos personagens. 
 Epifanias – Percepção súbita de algo até então ignorado. 


 Clarice Lispector (1920-1977): se destacou na prosa e na poesia com um caráter lírico e intimista:

 "Perto do Coração Selvagem" (1947), "A Cidade Sitiada" (1949), "A Paixão Segundo GH" (1964), "A Hora da Estrela" (1977). 

 Lygia Fagundes Telles (1923-): escreveu romances, contos e poesias sendo uma de suas marcas a exploração psicológica das personagens em sua obra: "Ciranda de Pedra" (1954), "Verão no Aquário" (1964), "Antes do Baile Verde" (1970), "As Meninas" (1973)

 Ariano Suassuna (1927-2014): Defensor da cultura popular brasileira, Suassuna escreveu romances e poesias dos quais se destacam: 

"Os homens de barro" (1949), "Auto de João da Cruz" (1950), "O Rico Avarento" (1954) e "O Auto da Compadecida" (1955).



A POESIA MODERNISTA DA 3ª GERAÇÃO

Ainda que a prosa tenha sido o tipo de texto mais explorado na terceira geração modernista, a poesia é apresentada mediante aspectos de equilíbrio, e por isso, os poetas do momento eram chamados de “Neoparnasianos”, ao fazerem referência as principais características da poesia parnasiana: preocupação com a estética, metrificação, versificação, além da busca da perfeição e do culto à forma.

Intensificação da diversidade e pluralidade de tendências. 

Desapego às circunstâncias exteriores. 
Valorização da palavra e do texto: 
Poesia cuidadosamente elaborada. 
Poesia inspirada na realidade exterior – Angústia e a difícil sobrevivência nas cidades e campos.

  Poemas concretistas. 
 Poema-Processo. PRINCIPAIS AUTORES 

João Cabral de Melo Neto (1920-1999): 
conhecido como “poeta engenheiro”, João se destacou na prosa e na poesia pelo rigor estético apresentado em suas obras:

 "Pedra do Sono" (1942), "O Engenheiro" (1945) e "Morte e Vida Severina" (1955).

 CARACTERÍSTICAS

Despoetização dos poemas.
Verso nítido e preciso. 
Poemas quase surrealistas. 
Metalinguagem. 
Substantivos concretos e emprego moderado de adjetivos. 

Temáticas:

Nordeste – Pernambuco. 
Problemas socioeconômicos. 
Morte e vida Severina 
Epopeia sobre um nordestino – Representa todas as classes pobres. 

Escrito em “autos”. 
Sinais de morte “morrida” ou “matada”. 
Êxodo rural. 


 José Ribamar Ferreira (1930) 
Pseudônimo – Ferreira Gullar. 
Primeira Fase:  Concretismo. 
Afastamento do Concretismo e criação do grupo neoconcretista. 
Segunda Fase:  Poesia engajada – Problemas sociais. 
Tom panfletário e agressivo. 
Versos livres, obedecendo a padrões formais e tradicionais.

 Concretismo
 
Lançado na I Exposição Nacional de Arte Concreta, São Paulo e Rio de Janeiro. 
Reagir contra o convencionalismo nas artes – Poesia. 
Poesia Visual. 
Renovação do espaço. 
Renovação da palavra. 
Eliminação do verso como elemento fundamental. 
Distribuição dos versos no papel de modo criativo e não-linear – Exploração da camada material do significante (som, forma, tamanho da palavra). 
Influência nos meios de comunicação. 
Desdobramentos: 
Neoconcretismo.
 
 Poesia-Práxis: 
 Menos preocupação com a exploração visual do significante. 
 Preocupação com a sugestão proporcionada pelas palavras – “Corpos vivos”. 

Poema-Processo: 
Menos preocupação com a exploração visual do significante. 
Aproximação com os recursos empregados na comunicação de massas. 
Tropicalismo 


                                                              Poema de Falves Silva




                                             Wlademir Dias-Pino Estruturas, 1966 Madeira, tubos e plástico