Meu sol de toda mística
Olho por onde caminhei,
minhas pegadas estão na estrada,
suas pegadas também estão na estrada.
Mesmo nos descaminhos
de meus pensamentos soberbos;
ela estava comigo,
mesmo à beira dos precipícios,
nos dias de doença,
nos dias de alegria,
nas horas de aflições; ela sempre está comigo!
Não estou a altura do seu amor,
não sou nem mesmo digno de andar ao seu lado.
Caminhei pelos caminhos frios da razão,
encontrei a unidade de ser no agora,
a consciência no sentir se presente em si mesmo;
vi me separado de meus sentimentos e de meus pensamentos;
esses foram descaminhos, foi quando desviei meu olhar
e esqueci do seu amor de mãe.
Não me sinto mal por ter me descaminhado,
foi preciso me perder, é preciso se perder,
passar por esse deserto de existir,
para que assim eu aprendesse, de uma vez por todas,
que só a vida sobre o calor do seu amor,
só há unidade quando meus olhos estão voltados para ti
e quando meu coração sente a alegria da sua presença,
Não importa por onde caminhei,
você sempre esteve comigo,
foram meus olhos e meu coração soberbo
que desviaram do caminho.
Qualquer outra estrada
em que não sinta a sua presença
é caminho perdido, não importa o por onde passo,
o que importa é sentir o teu amor
e a mística de sua presença.
Contigo todos os caminhos são meus,
porque é a sua mão que me guia,
e tudo que vejo devo a sua presença,
ao seu amor, aos seus olhos
e a sua mão me apontado qual é a estrada..
Sem o seu amor, sol de toda a mística,
não há estrada, não há unidade,
não há comunhão com o divino,
não há transcendência da vida e da morte,
não há transcendência do espaço que condensa o tempo.
J.Nunes